Equipe de Ana Castela Repudia Comentários sobre Sexualidade e Corpolatria
A assessoria jurídica do Grupo AgroPlay, responsável pela carreira da cantora Ana Castela, emitiu um comunicado oficial repudiando os ataques e especulações sobre a orientação sexual da artista. A polêmica surgiu a partir de um vídeo em que influenciadoras digitais fizeram comentários inadequados, mencionando Ana Castela implicitamente.
O pronunciamento da equipe jurídica visa combater o que chamam de “cyberbullying” e “body shaming”, destacando que a sexualidade e o corpo de uma mulher não devem ser utilizados como ferramenta de humilhação ou para gerar engajamento na internet. A nota reforça que a “internet não é terra sem lei”.
O caso ganhou repercussão após as influenciadoras Vivi Wanderley, Isadora Raymundi, Duda Wilken e Gabi Medina aparecerem em um vídeo especulando sobre a sexualidade de Ana Castela, apesar da cantora se declarar heterossexual. Conforme divulgado pela equipe da cantora, a assessoria jurídica do Grupo AgroPlay está analisando “medidas judiciais” para responsabilizar as envolvidas.
Vivi Wanderley Pede Desculpas por Participação no Vídeo
Uma das influenciadoras citadas, Vivi Wanderley, veio a público em suas redes sociais para se desculpar pela sua participação no vídeo. Ela lamentou ter feito “suposições inadequadas em tom de brincadeira sobre a vida de outras pessoas” e reconheceu o erro. “A partir do apontamento de vocês, pude repensar tudo isso e perceber que tem brincadeiras que não são de bom tom”, afirmou Vivi, pedindo desculpas a todos os envolvidos.
Zé Felipe, Namorado de Ana Castela, Defende a Cantora
Na sequência dos acontecimentos, Zé Felipe, namorado de Ana Castela, postou uma foto ao lado da cantora com a legenda: “Ela não é sapatão. Beijo”. A declaração do sertanejo reforçou o posicionamento da artista e de sua equipe contra as especulações.
Nota Oficial Repudia “Chacota” e “Trend de Humilhação”
Em sua nota oficial, o Grupo AgroPlay enfatizou que “o corpo e a sexualidade não são motivos para chacota”. A assessoria jurídica ressaltou a importância de “educar e traçar limites”, explicando que, quando a sexualidade é usada de forma pública, em tom de zombaria e associada a críticas sobre a aparência física, como no caso da menção à “estrutura óssea” de Ana Castela, o termo deixa de ser sobre identidade e se torna uma “arma de agressão e body shaming”.
A equipe jurídica declarou que “não permitirá que a orientação sexual (real ou especulada) e o corpo de uma mulher sejam transformados em ‘trend’ de humilhação para gerar engajamento”. Foi reiterado que “a internet não é terra sem lei” e que as “medidas judiciais cabíveis estão sendo analisadas”, com o objetivo de uma “responsabilização pedagógica”, e não necessariamente uma reparação financeira. A nota finalizou agradecendo o apoio dos fãs e usuários que se posicionaram contra o cyberbullying e a favor do respeito.