Mötley Crüe vence batalha judicial contra Mick Mars: Ex-guitarrista terá que pagar R$ 3,8 milhões por acusações difamatórias

Mötley Crüe e Mick Mars: Fim da disputa judicial com derrota para o ex-guitarrista

A banda de heavy metal Mötley Crüe anunciou a vitória em um processo judicial contra seu ex-guitarrista, Mick Mars. A disputa, iniciada em 2023, girava em torno da saída de Mars do grupo e alegações de prejuízos financeiros e difamação. O músico, que se afastou das turnês por motivos de saúde, acusou os colegas de o terem removido unilateralmente e de terem cortado indevidamente sua participação nos lucros.

Mars também levantou a suspeita de que os demais membros da banda estariam utilizando material pré-gravado em suas apresentações ao vivo. Essa acusação, entre outras, pesou contra o guitarrista na decisão final. Conforme comunicado oficial da banda, o juiz determinou que Mick Mars é o perdedor da causa e terá que pagar uma multa de US$ 750 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 3,8 milhões, ao Mötley Crüe.

O valor da multa se deve, principalmente, às acusações consideradas difamatórias feitas por Mars. A decisão judicial não apenas inocenta a banda de qualquer irregularidade contratual ou financeira, mas também descredibiliza a narrativa que o ex-guitarrista tentou construir publicamente. A informação foi divulgada conforme comunicado do grupo, assinado pelo advogado Sasha Frid, e reportada pelo veículo Blabbermouth.

Entenda o caso: Saída de Mick Mars e as alegações

A ação judicial foi movida por Mick Mars em abril de 2023. Ele alegou ter sido expulso do Mötley Crüe e ter sofrido roubo financeiro. Embora tenha se afastado das turnês devido à espondilite anquilosante, uma doença crônica, Mars afirmou que ainda poderia participar de gravações ou shows selecionados. Contudo, a banda, composta pelo vocalista Vince Neil, o baixista Nikki Sixx e o baterista Tommy Lee, tomou a decisão de removê-lo do grupo, sendo John 5 o substituto.

Com o afastamento, a participação de Mars nos lucros das turnês caiu de 25% para 5%. Segundo o site TMZ, o músico relatou que os advogados da banda o fizeram sentir-se grato pela pequena fatia, como se nada mais lhe fosse devido. Em entrevista à Rolling Stone em junho de 2023, Mars expressou sua frustração, comparando sua situação à tentativa de apagar seu legado e seus direitos sobre o nome e a marca Mötley Crüe.

Defesa da banda e críticas de Nikki Sixx

Nikki Sixx, baixista e líder do Mötley Crüe, defendeu a posição da banda, destacando o declínio físico e mental de Mars nos últimos anos. Sixx afirmou que a banda tentou apoiar Mick Mars com cautela, mas que seu lado do palco se tornou um problema. Ele acusou o ex-guitarrista de tentar machucá-los e destruir seu próprio legado.

Durante o processo, Mick Mars também criticou Nikki Sixx, alegando que o baixista o diminuía em relação às suas habilidades na guitarra. Mars contestou as declarações de Sixx, apontando que o próprio baixista não tocou nenhuma nota de baixo na última turnê, “The Stadium Tour”, sugerindo que o material era pré-gravado.

Acesso a documentos e a decisão final

Ainda durante a tramitação do processo em 2024, Mick Mars obteve acesso a documentos internos da banda, buscando justificar suas acusações. No entanto, essa medida não foi suficiente para reverter o quadro. A decisão do juiz, conforme comunicado do advogado Sasha Frid, desmantela a narrativa pública promovida por Mars e reforça a posição do Mötley Crüe.

Picture of Sidney Pereira

Sidney Pereira

Jornalista e músico de São Paulo, apaixonado por desvendar cifras e compartilhar seu conhecimento. Graduado em Jornalismo pela UNIFESP, combina sua habilidade na escrita com sua paixão por violão e piano, proporcionando conteúdo acessível e inspirador para músicos de todos os níveis em seu blog dedicado às artes musicais.
Compartilhe:

Artigos relacionados

Ajude-nos a manter nosso conteúdo gratuito

O dinheiro que recebemos quando mostramos anúncios nos ajuda a produzir conteúdo e levar informação confiável para você