Harry Styles: Do X Factor ao synth-pop, a evolução de um popstar que desafia rótulos na nova turnê pelo Brasil

Harry Styles no Brasil: o que esperar da nova fase do popstar após o sucesso de “Harry’s House” e a influência do synth-pop

Dez anos após sua saída da boyband One Direction, Harry Styles retorna ao Brasil como um popstar global para uma série de quatro shows em São Paulo, nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho, no estádio do Morumbi. A expectativa é de lotação máxima para o cantor, que está em plena turnê mundial divulgando seu quarto álbum de estúdio, “Kiss All the Time”, com lançamento previsto para 6 de março.

Este novo trabalho promete mergulhar no universo do synth-pop e da música de pista, influências que o próprio artista já antecipou em seu mais recente single, “Aperture”. Lançada em 22 de janeiro, a canção gerou comparações com o grupo estadunidense LCD Soundsystem, uma referência que Styles fez questão de reconhecer.

Em entrevista à BBC Radio 1, Harry Styles admitiu ter se inspirado no LCD Soundsystem, declarando: “Eu fui assistir ao LCD Soundsystem algumas vezes. Vi em um festival em Madri, meio que em um estacionamento de automóveis, e então assisti novamente em Brixton. A inspiração veio de um jeito como: ‘é assim que eu quero me sentir quando estiver em um palco'”. Essa declaração prévia ajuda a posicionar “Aperture” não como plágio, mas como uma homenagem ao grupo de indietrônica que marcou o início dos anos 2000.

A Inquietação Artística de Harry Styles

A maturidade artística de Harry Styles se reflete na forma como ele lida com suas influências. Ao incorporar elementos do synth-pop e da música de pista em seu trabalho, o cantor demonstra uma inquietação criativa que o impulsiona a explorar novos territórios musicais. Essa busca por novas sonoridades, segundo a fonte, é uma característica que o diferencia, permitindo que ele apresente algo interessante para um público mais jovem.

A jornada de Styles desde o One Direction, formado no programa de TV The X Factor, é um exemplo de como artistas oriundos de boybands podem transcender a imagem de produto da indústria do entretenimento. A dificuldade em se desvincular do rótulo de “pré-fabricado” é imensa, mas alguns, como ele, conseguem provar seu talento e valor artístico.

Do Indie Rock ao Synth-Pop: Uma Evolução Constante

O primeiro álbum solo de Harry Styles, lançado em 2017, já indicava essa vontade de crescer junto com seu público, apostando em um som mais próximo do indie rock, em vez de seguir o pop meloso que o consagrou com a boyband. Essa escolha demonstrou uma ruptura e uma busca por identidade própria.

Seu álbum anterior, “Harry’s House”, de 2022, já flertava timidamente com o synth-pop, R&B e funk, rendendo-lhe importantes prêmios como dois Grammys e vários Brit Pop Awards. A crítica reconheceu a qualidade do trabalho, que serviu como um “esquenta” para a fase atual.

A “Madrugada” Musical de “Kiss All the Time”

Agora, com “Kiss All the Time”, Harry Styles parece pronto para a “madrugada” musical, mergulhando de vez nas batidas dançantes e nas sonoridades eletrônicas. Essa nova fase, que segue uma tendência observada em artistas como Billie Eilish e Charli xcx, consolida a busca de Styles por um lugar de destaque na história da música, almejando o selo de “artista que sobreviverá ao seu tempo”. Os shows no Brasil serão a oportunidade de testemunhar essa evolução em primeira mão.

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Sidney Pereira

Jornalista e músico de São Paulo, apaixonado por desvendar cifras e compartilhar seu conhecimento. Graduado em Jornalismo pela UNIFESP, combina sua habilidade na escrita com sua paixão por violão e piano, proporcionando conteúdo acessível e inspirador para músicos de todos os níveis em seu blog dedicado às artes musicais.
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