Justin Timberlake busca impedir divulgação de vídeo de sua prisão por dirigir embriagado
O cantor Justin Timberlake, de 45 anos, tomou medidas legais drásticas para evitar a exposição de imagens de sua detenção. Ele protocolou uma petição no Supremo Tribunal do Condado de Suffolk, em Nova York, visando impedir a divulgação de vídeos relacionados à sua prisão em junho de 2024, quando foi detido por dirigir sob efeito de álcool.
A revista People teve acesso aos documentos judiciais que detalham o argumento do artista. Timberlake alega que a liberação dessas imagens causaria danos graves e irreparáveis à sua carreira e o exporia a ridículo e assédio público, sem que isso sirva a nenhum interesse público legítimo. A defesa do cantor também ressalta que o vídeo revelaria detalhes íntimos de sua vida e família.
A petição destaca que a divulgação poderia expor o interior do veículo do artista, além de informações de natureza médica, familiar e outras consideradas confidenciais, que não são relevantes para informar o público sobre a atuação governamental ou o desempenho de funções oficiais. A decisão judicial ainda está pendente, mas o caso já gera grande repercussão.
Detalhes da prisão e acordo judicial
Justin Timberlake foi preso no dia 18 de junho de 2024, após sair do American Hotel em Sag Harbor, Nova York. A acusação inicial foi de direção sob efeito de álcool. Na ocasião, ele recebeu multas por desrespeitar uma placa de pare e por não se manter na faixa de rolamento. Ao ser abordado, o cantor informou ao policial ter consumido apenas um martini e que estava seguindo amigos.
O artista foi levado à delegacia de Sag Harbor para os procedimentos cabíveis, mas recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Na época, seu advogado afirmou que Timberlake não estava embriagado. Posteriormente, em setembro de 2024, o cantor celebrou um acordo judicial, no qual se declarou culpado pelas infrações cometidas, encerrando um capítulo da polêmica.
Argumentos da defesa para proteger a privacidade
A defesa de Justin Timberlake argumentou veementemente contra a divulgação das imagens, enfatizando o potencial de prejuízo à sua imagem pública. A alegação central é que a exposição das circunstâncias de sua prisão, incluindo detalhes de sua vida pessoal e familiar, ultrapassaria o interesse público em conhecer os atos oficiais.
O pedido judicial visa proteger não apenas a carreira do artista, mas também a privacidade de sua família. A petição enfatiza que informações médicas e outros dados confidenciais não deveriam vir a público, pois não contribuem para a transparência sobre as ações governamentais ou o trabalho das autoridades, reforçando a preocupação com a proteção de dados sensíveis.