Kanye West, o controverso rapper, está novamente no centro das atenções, desta vez por modificações extremas em sua antiga mansão em Malibu e um processo judicial decorrente. A propriedade, adquirida em 2021 por US$ 57,3 milhões, foi palco de uma reforma que levantou sérias acusações.
A mansão em Malibu, originalmente projetada pelo renomado arquiteto japonês Tadao Ando, apresentava o concreto aparente como sua marca registrada. Vendida em 2020 por US$ 75 milhões, a propriedade foi comprada por Kanye West (agora conhecido como Ye) por um valor consideravelmente menor, indicando possíveis desafios ou modificações planejadas.
Após a aquisição, o rapper contratou Tony Saxon, um vendedor de discos sem licença de empreiteiro, para liderar uma reforma substancial. As alegações de Saxon, detalhadas em um processo de setembro de 2023, pintam um quadro sombrio das condições de trabalho e das exigências incomuns do artista.
Conforme divulgado pela revista Rolling Stone, Tony Saxon processou West por mais de US$ 1 milhão, alegando falta de pagamento e condições de trabalho exploratórias. Segundo a queixa, Saxon foi obrigado a morar na propriedade durante as reformas, trabalhando mais de 18 horas diárias e dormindo no chão.
Modificações drásticas e a ausência de banheiros
As modificações solicitadas por Kanye West foram particularmente drásticas, incluindo a remoção da fiação elétrica, do encanamento, das janelas e dos acabamentos internos. A alteração mais chocante, no entanto, foi a decisão de remover os banheiros da mansão.
O advogado de Saxon, Ron Zambrano, declarou à Rolling Stone que West não queria banheiros funcionais, propondo que as necessidades fossem atendidas através de um “buraco no chão”. Além disso, havia planos de substituir a escada por um escorregador que levaria a uma piscina.
Acusações de exploração e negação da defesa
Saxon também alegou ter sido demitido após alertar sobre o risco de intoxicação por monóxido de carbono, proveniente dos geradores da casa. A falta de licenças necessárias para a construção supervisionada por ele também foi apontada no processo.
Em contrapartida, a defesa de Kanye West, representada pelo advogado Andrew Cherkasky, negou veementemente as acusações. Eles argumentaram que Saxon impôs a si mesmo um padrão de trabalho impossível e que a alegação de surpresa pela ausência de banheiros é infundada, pois ninguém o obrigou a permanecer na propriedade, muito menos a pernoitar.
A defesa também afirmou que Saxon recebeu todo o pagamento acordado e que nenhuma quantia lhe é devida, contestando a totalidade do processo movido contra o rapper.
A mansão e suas transações pós-Kanye
A mansão em Malibu não pertence mais a Kanye West. Após a venda por US$ 21 milhões para Steven Belmont, fundador da Belwood Investments, a propriedade foi colocada novamente à venda em 2025 por US$ 39 milhões, mesmo com as obras de restauração inacabadas.
Inicialmente, West tentou vender o imóvel por US$ 53 milhões, mas teve que reduzir drasticamente o preço devido ao estado em que o deixou. O preço foi posteriormente ajustado para US$ 34,9 milhões, refletindo as complexidades e os custos associados à propriedade.