Drake lança três álbuns de surpresa e agita o mundo da música, com indiretas para Kendrick Lamar
Em um movimento que pegou fãs e críticos de surpresa, o astro do hip-hop Drake lançou três álbuns simultaneamente nesta sexta-feira (15). O aguardado “Iceman”, prometido anteriormente, chegou acompanhado de mais duas surpresas: “Habibti” e “Maid of Honour”.
No total, os ouvintes foram presenteados com 43 novas músicas. “Iceman”, o disco principal, conta com 18 faixas, enquanto “Habibti” e “Maid of Honour” apresentam 14 canções cada. As colaborações incluem nomes como Central Cee, 21 Savage e PARTYNEXTDOOR.
Essa avalanche de lançamentos marca os primeiros trabalhos do rapper desde a intensa rivalidade com Kendrick Lamar em 2024. E, como esperado, algumas letras parecem conter alfinetadas diretas ao seu rival, alimentando ainda mais a especulação sobre o desdobramento dessa famosa treta do rap.
Diversidade sonora nos novos projetos
Os álbuns exploram diferentes facetas musicais de Drake. “Iceman” mergulha no rap e hip-hop mais tradicionais, enquanto “Habibti” apresenta uma sonoridade mais voltada para o R&B. Já “Maid of Honour” surpreende com influências da dance-music, mostrando a versatilidade do artista.
A disposição de Drake em lançar múltiplos projetos de uma vez demonstra sua prolífica produção e seu desejo de manter os fãs engajados com um fluxo constante de novas músicas. A amplitude de gêneros abordados sugere uma exploração artística intencional.
A rivalidade com Kendrick Lamar reacende em novas letras
A treta entre Drake e Kendrick Lamar, que atingiu seu ápice em 2024 com trocas de farpas musicais ácidas, parece ganhar novos capítulos com os lançamentos recentes. Em “Iceman”, por exemplo, Drake parece criticar artistas que tomaram partido de Lamar durante o conflito.
Um dos versos em destaque acusa Kendrick de usar sua cidade natal, Compton, como cenário para atos de caridade, enquanto desfruta de uma vida de celebridade em outros lugares. Essa insinuação adiciona uma camada pessoal à já complexa disputa entre os dois rappers.
A história da rivalidade é longa, com incidentes notórios como a música “Control” de Big Sean em 2013, onde Kendrick Lamar desafiou vários rappers. Drake respondeu de forma mais sutil na época, mas a tensão nunca desapareceu completamente.
Do “grande trio” às acusações pesadas
A tensão escalou significativamente em março de 2024, após a música “Like That” de Kendrick Lamar, que desdenhou da ideia de um “grande trio” do rap, referindo-se a si mesmo, Drake e J. Cole. A resposta de J. Cole com “7 Minute Drill” foi breve, sendo retirada das plataformas logo depois.
Drake, por sua vez, lançou ataques diretos com “Push Ups” e “Taylor Made Freestyle”, criticando o flerte de Kendrick com o pop e sugerindo que ele esperava o lançamento do álbum de Taylor Swift para responder. Kendrick respondeu com “Euphoria”, acusando Drake de manipulação e de fingir sua identidade racial.
Os dias 3 e 4 de maio marcaram o auge da troca de acusações, com músicas como “6:16 in LA”, “Family Matters”, “Meet the Grahams” e “The Heart Part 6”. As letras abordaram alegações graves de pedofilia, violência contra a mulher e abandono paterno, cada um acusando o outro de crimes e comportamentos reprováveis.
Drake acusou Kendrick de violência doméstica contra sua esposa, Whitney Alford, enquanto Kendrick acusou Drake de ter uma filha secreta e de se envolver com menores de idade. Ambos os artistas negam as acusações dirigidas a eles, mantendo a controvérsia em alta.