A nova era da música sertaneja: como artistas expandem seus ganhos com o digital e estratégias inovadoras
A música sertaneja, um dos pilares da indústria fonográfica brasileira, está passando por uma metamorfose. Com a ascensão das plataformas digitais, artistas do gênero buscam ativamente novas formas de monetização, indo muito além dos tradicionais shows e vendas de discos. Essa adaptação reflete as mudanças profundas no mercado e a busca por estabilidade em um cenário em constante evolução.
O mercado fonográfico brasileiro movimentou cerca de R$ 3,4 bilhões em 2024, com impressionantes 87,6% dessa receita proveniente de plataformas de streaming como Spotify, Deezer e YouTube Music. Essa consolidação do digital como principal canal de receita, conforme dados setoriais, impulsiona artistas a repensarem suas estratégias de carreira.
A pandemia de COVID-19 evidenciou a fragilidade de modelos de renda baseados unicamente em apresentações ao vivo, acelerando a busca por diversificação. Conforme informação divulgada pelo setor, a expansão digital, embora crescente em royalties, nem sempre garante a estabilidade financeira desejada, especialmente para artistas em fases intermediárias de carreira.
Streaming e royalties: a base da nova economia musical
O streaming se consolidou como a principal fonte de receita e plataforma de exposição para artistas sertanejos. Dados do Spotify revelam um crescimento notável, com os royalties gerados por artistas brasileiros tendo um aumento de mais de 31% em um ano, ultrapassando a marca de R$ 1,6 bilhão somente em 2024. Essa expansão digital oferece uma porta de entrada para a monetização global.
Conteúdo exclusivo e redes sociais: engajamento que gera receita
Plataformas como YouTube, Instagram e TikTok tornaram-se ferramentas essenciais para a monetização direta. Através de anúncios, parcerias com marcas e conteúdos pagos, os artistas estabelecem uma conexão mais íntima com seus fãs, abrindo caminhos alternativos de ganho. Essa estratégia de produção de conteúdo exclusivo fortalece o relacionamento com o público.
Produtos digitais e experiências pagas: expandindo o universo do artista
Além da música, muitos artistas sertanejos investem em produtos digitais, como cursos online, masterclasses e e-books sobre produção musical, composição ou gestão de carreira. Materiais de apoio, como guias em PDF para organização de roteiros e planejamento financeiro, auxiliam na transição para modelos de negócios mais sustentáveis e na gestão de sua presença digital.
Parcerias com marcas e licenciamento: um novo filão de ouro
O licenciamento de músicas para campanhas publicitárias, séries e filmes tornou-se uma fonte de receita altamente lucrativa, muitas vezes superando os royalties de streaming. A sincronização de músicas em campanhas amplia não só a renda, mas também a visibilidade do repertório sertanejo para novos públicos.
Produtos físicos e merchandising: o toque tangível para os fãs
A venda de CDs, vinis, camisetas e outros itens de merchandising continua a gerar receita adicional. Essa estratégia é especialmente eficaz quando alinhada a eventos, turnês ou datas comemorativas, oferecendo aos fãs uma forma tangível de apoiar seus artistas favoritos e criar uma conexão mais profunda.
O futuro da carreira sertaneja: resiliência e inovação
A diversificação de renda é crucial para a construção de carreiras mais resilientes. Artistas que investem em múltiplos canais de receita, incluindo educação musical, licenciamento de conteúdo e produtos digitais, mostram-se mais preparados para enfrentar crises e mudanças no mercado. A capacidade de adaptação e a visão estratégica são fundamentais para prosperar na economia musical contemporânea.