Apple Music Ignora IA em Playlists: YouTube e Spotify Já Lideram com Criação Musical Inteligente

Apple Music Fica Para Trás na Revolução da IA para Playlists

A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em nosso dia a dia, e o universo da música não fica de fora. Serviços de streaming como YouTube Music e Spotify já oferecem funcionalidades inovadoras que criam playlists personalizadas a partir de simples comandos de texto. No entanto, a Apple Music, apesar de seus avanços em personalização, ainda não implementou essa tecnologia, gerando expectativa e até surpresa entre os usuários e observadores do mercado.

A capacidade de gerar listas de reprodução com base em descrições como “músicas indie melancólicas para uma noite chuvosa” ou “playlist para correr com batidas energéticas” transformou a forma como descobrimos e consumimos música. Essa praticidade, que vai além de simples sugestões baseadas em histórico, permite uma curadoria musical mais intuitiva e alinhada aos desejos momentâneos do ouvinte.

A expectativa é que a Apple, com o avanço de sua inteligência artificial integrada ao sistema, como a Apple Intelligence que será expandida com o iOS 17, possa trazer novidades significativas para o Apple Music. Acompanhe para entender como a concorrência já está utilizando a IA e o que podemos esperar da gigante de Cupertino.

YouTube Music Lança Playlists Criadas por IA

O YouTube Music deu um passo importante ao começar a implementar um novo recurso de listas de reprodução geradas por IA. Conforme divulgado, assinantes do YouTube Premium e Music Premium podem agora criar playlists personalizadas na seção “Biblioteca” utilizando apenas a entrada de texto. O sistema é capaz de entender um estado de espírito, um gênero musical, um artista específico ou até mesmo frases complexas.

O diferencial, segundo relatos, é que a IA não se limita a selecionar apenas os sucessos mais conhecidos, mas também apresenta músicas menos óbvias que o usuário talvez não descobrisse sozinho. Essa abordagem amplia o leque de descobertas musicais, tornando a experiência mais rica e surpreendente para o ouvinte.

Spotify Amplia Recursos de IA para Curadoria Musical

O Spotify, por sua vez, parece estar ainda mais à frente nessa corrida. Em janeiro, a plataforma expandiu os testes do recurso “Playlists Sugeridas”, que permite a criação de listas baseadas em informações detalhadas fornecidas em texto. Os usuários podem definir não apenas a finalidade da playlist (como correr, trabalhar ou relaxar), mas também receber sugestões personalizadas com base no gosto musical e no conteúdo da biblioteca.

O serviço ainda possibilita especificar a estrutura da playlist, como um ritmo acelerado no início e músicas mais calmas no final. O Spotify utiliza o histórico de reprodução, tendências atuais e paradas musicais para refinar as sugestões, permitindo que a playlist seja editada e atualizada diariamente ou semanalmente, o que facilita a descoberta de novas músicas sem esforço manual.

Amazon Music Inova com Maestro e Emojis

O Amazon Music introduziu o recurso Maestro em 2024, que também funciona com base em comandos de texto, mas com um toque adicional: o uso de emojis. Essa funcionalidade permite criar listas de reprodução de forma ainda mais rápida e intuitiva. Por exemplo, uma combinação de emojis como 🎧🌧️📚 pode ser interpretada pelo aplicativo como um pedido por músicas tranquilas para ler durante um dia chuvoso.

Embora possa parecer peculiar, a capacidade de usar símbolos para expressar desejos musicais torna o processo de criação de playlists extremamente ágil, eliminando a necessidade de escrever descrições textuais mais elaboradas. Essa abordagem demonstra a criatividade das plataformas em integrar a IA de maneiras acessíveis e divertidas.

Apple Music e a Ausência Surpreendente de IA Generativa

A Apple Music, conhecida por sua seção “Para Você” que utiliza algoritmos de personalização há anos, ainda carece de uma funcionalidade direta para a criação de playlists baseadas em comandos de texto. Relatos do ano passado, como os de Mark Gurman da Bloomberg, indicavam que a Apple estaria trabalhando em uma grande reformulação do Apple Music com foco em IA. Recursos como o AutoMix, que suaviza transições entre músicas, e traduções de letras aprimoradas já foram introduzidos.

Contudo, a ausência de playlists geradas por sugestões de texto é notável, especialmente considerando que a Apple é um dos poucos grandes serviços de streaming que ainda não oferece essa opção. Essa lacuna deixa os usuários se perguntando quando a plataforma finalmente adotará essa tecnologia que já se tornou padrão em outros serviços.

Solução Temporária com ChatGPT e o Futuro da IA na Música

Enquanto uma solução nativa não chega, o ChatGPT surge como uma alternativa teórica. É possível utilizá-lo para pesquisar o catálogo da Apple Music e obter recomendações de músicas com base em comandos. Contudo, essa abordagem é mais experimental do que prática para o uso diário, destacando a necessidade de uma integração direta no aplicativo.

Com a expansão gradual da Apple Intelligence em todo o sistema, especialmente com a chegada do iOS 17, é provável que a música seja um dos próximos setores a receber inovações. A expectativa é que, quando a Apple decidir implementar listas de reprodução com IA, elas sejam fortemente integradas ao histórico de audição, ao humor do dia e até mesmo a atividades como as do Apple Fitness, criando uma experiência musical verdadeiramente conectada e personalizada.

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Sidney Pereira

Jornalista e músico de São Paulo, apaixonado por desvendar cifras e compartilhar seu conhecimento. Graduado em Jornalismo pela UNIFESP, combina sua habilidade na escrita com sua paixão por violão e piano, proporcionando conteúdo acessível e inspirador para músicos de todos os níveis em seu blog dedicado às artes musicais.
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