Ariana Grande Repudia Uso de Música “Bye” em Vídeo do ICE
A cantora pop Ariana Grande expressou veementemente seu descontentamento após a Casa Branca utilizar sua música “Bye”, do álbum “Eternal Sunshine” (2024), como trilha sonora para um vídeo promocional do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O vídeo, que mostra agentes algemando imigrantes detidos, gerou uma forte reação da artista.
Em um comentário direto na publicação, que rapidamente viralizou e ultrapassou 520 mil visualizações, Grande solicitou a remoção de sua canção, classificando a ação como “lixo bárbaro, desumano e hediondo”. A música, desde então, foi retirada do post, com a plataforma indicando que o som “está indisponível”.
O vídeo em questão, publicado pela Casa Branca há três dias, trazia a legenda “Bye-bye 👋 President Trump has delivered the most secure border in history” (Tchau 👋 O presidente Trump entregou a fronteira mais segura da história). A escolha da música e das imagens provocou críticas não apenas de Ariana Grande, mas também de diversos usuários que apontaram o apagamento ou ocultação de comentários negativos.
Resposta Oficial e Histórico de Críticas ao ICE
Em resposta às críticas da cantora, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, declarou, conforme noticiado pela Rolling Stone Brasil, que “o que é realmente bárbaro, desumano e hediondo são os imigrantes ilegais criminosos que feriram e assassinaram cidadãos americanos inocentes”. Essa declaração intensificou o debate sobre o uso de conteúdo artístico em contextos políticos.
Ariana Grande já havia manifestado anteriormente sua oposição às práticas do ICE, órgão que historicamente tem sido associado a operações consideradas truculentas e violentas. Essas ações, tanto contra imigrantes quanto contra manifestantes, recebem o apoio do governo de Donald Trump, segundo informações divulgadas.
Precedentes de Uso Indevido de Músicas por Artistas
O episódio envolvendo Ariana Grande não é isolado. Diversos outros artistas já tiveram suas músicas utilizadas indevidamente pelo governo dos Estados Unidos, seja em comícios políticos, vídeos institucionais ou em publicações nas redes sociais. Essa prática tem sido recorrente e levanta questões sobre direitos autorais e a apropriação de obras artísticas para fins políticos.
A polêmica destaca a tensão entre a expressão artística e o uso de sua obra por instituições governamentais, especialmente em temas sensíveis como imigração e segurança. A retirada da música de Ariana Grande e a resposta da Casa Branca evidenciam a repercussão e o impacto dessas ações na esfera pública e nas redes sociais, onde o debate continua.