Beyoncé se consagra como bilionária, redefinindo o sucesso na indústria pop com visão de negócios
A Renaissance World Tour, celebrada como um marco na carreira de muitos artistas, para Beyoncé serviu apenas como um trampolim. O estrondoso sucesso de 2023, com arrecadação próxima de US$ 600 milhões e impacto cultural global, foi apenas o começo de uma nova era para a artista.
Em 2024, Beyoncé surpreendeu novamente com o lançamento de “Cowboy Carter”, álbum que explorou o country, expandiu seu alcance comercial e reposicionou sua imagem artística. Este projeto abriu novas frentes, incluindo uma apresentação especial no intervalo do Super Bowl, pavimentando o caminho para se tornar a turnê mais lucrativa do mundo em 2025.
O resultado culminou em um feito impressionante: Beyoncé entrou oficialmente para o seleto grupo de celebridades bilionárias. Essa conquista financeira, conforme divulgado em fontes especializadas, não é fruto do acaso, mas sim de uma estratégia de negócios meticulosamente construída ao longo dos anos.
O Império Parkwood Entertainment: Controle Absoluto e Lucratividade
Desde 2010, com a fundação da Parkwood Entertainment, Beyoncé centralizou as decisões estratégicas e criativas de sua carreira. A empresa assumiu a gestão, produção musical, documentários e turnês, além de arcar com grande parte dos custos. Essa estrutura permitiu à artista ampliar significativamente sua margem de lucro, mantendo o controle total sobre seu trabalho.
Em entrevista concedida em 2013, durante o lançamento do álbum “Beyoncé”, a cantora declarou: “Quando decidi me autogerenciar, era importante não recorrer a uma grande empresa de gestão”. Ela buscou seguir os passos de outros ícones, como Madonna, visando construir seu próprio império e inspirar outras mulheres a terem independência financeira e artística.
Embora tenha investido em segmentos como a marca de cuidados capilares Céréd, o uísque SirDavis e a linha Ivy Park (encerrada em 2024), a maior parte de sua fortuna permanece ancorada na música. O controle total sobre um catálogo musical valioso e o poder de suas turnês globais são os pilares de seu sucesso financeiro.
Turnês Gigantes: Um Novo Modelo de Negócio no Entretenimento
No setor do entretenimento, poucas iniciativas se mostram tão lucrativas quanto turnês de grande porte, capazes de lotar estádios. No cenário pós-pandemia, esse modelo foi intensificado, com shows maiores, experiências imersivas e produções cinematográficas.
A “Cowboy Carter Tour” exemplifica essa nova abordagem. O público desfrutou de quase três horas de espetáculo, com elementos como um carro voador, braços robóticos servindo bebidas, um touro mecânico dourado e participações especiais da família e ex-integrantes do Destiny’s Child. A operação logística envolveu mais de 350 profissionais, cerca de 100 carretas e oito aviões cargueiros Boeing 747.
Beyoncé adotou um formato estratégico de mini-residências, concentrando apresentações em nove estádios nos Estados Unidos e na Europa, totalizando 32 shows. Os fãs demonstraram disposição para viajar longas distâncias e pagar valores elevados pelos ingressos.
Faturamento Bilionário e Legado Duradouro
Estimativas apontam que a turnê arrecadou mais de US$ 400 milhões em ingressos e outros US$ 50 milhões em merchandising. Somados aos ganhos com o catálogo musical e patrocínios, Beyoncé faturou cerca de US$ 148 milhões em 2025, antes de impostos. Esses números consolidam sua posição como uma das artistas mais poderosas e influentes do planeta, redefinindo o que significa ser uma estrela pop no século 21.