Bruno Mars, o mestre da nostalgia, está de volta com “The Romantic”, seu primeiro álbum solo em quase uma década. A nova empreitada do cantor havaiano reacende o debate sobre sua fórmula musical: será que Bruno Mars está lançando a mesma música há 15 anos, ou sua habilidade em revisitar o passado é o segredo do seu sucesso contínuo?
O cantor se tornou um dos artistas mais lucrativos e celebrados do pop, ostentando presença constante em premiações e paradas de sucesso. Seus shows são disputadíssimos, e tudo isso acontece mesmo com uma discografia relativamente enxuta em lançamentos. No entanto, as músicas lançadas nos últimos anos têm gerado uma pergunta recorrente entre os fãs e críticos: “Eu já não ouvi isso antes?”.
Essa sensação de familiaridade, na verdade, pode ser um dos pilares que explicam a devoção de muitos admiradores por Bruno Mars. Sua jornada musical começou no Havaí, onde imitava Elvis Presley ainda criança, aprimorando sua técnica vocal e presença de palco desde cedo. Ao lançar seu álbum de estreia, “Doo-Wops & Hooligans” (2010), ele já adotava a persona de um galã romântico, embalando baladas melosas.
A partir de “Unorthodox Jukebox” (2012), Bruno Mars começou a moldar a identidade sonora que o consagraria. Este álbum é uma viagem sonora aos anos 80, bebendo de influências como o reggae-rock do The Police, o R&B de Prince e a fase disco de Michael Jackson. As comparações com o Rei do Pop, Michael Jackson, sempre foram uma constante na carreira de Mars, evidenciando sua maestria em emular seus ídolos.
A arte de mimetizar o passado com sofisticação
No álbum “24K Magic” (2016), a inspiração migrou para o funk de James Brown e o estilo new jack swing do início dos anos 90. Já no projeto “Silk Sonic” (2021), em colaboração com Anderson .Paak, Bruno Mars mergulhou novamente no pop retrô, prestando homenagem a nomes como Stevie Wonder e outros ícones do R&B e soul dos anos 70.
A nostalgia em Bruno Mars é apresentada com um toque de sofisticação. Suas composições frequentemente exploram progressões de acordes menos comuns no pop, aproximando-se de estruturas harmônicas do jazz e do soul. Arranjos com instrumentos de metais e a presença marcante de backing vocals criam uma atmosfera festiva, mesmo em gravações de estúdio, conforme observado nas análises do conteúdo divulgado.
Performance ao vivo impecável, mas com pouca inovação?
Quando o assunto é performance ao vivo, Bruno Mars é, sem dúvida, um dos melhores do pop mundial. Sua energia e técnica no palco são inquestionáveis. Contudo, no quesito criatividade e inovação, o artista parece focar menos em apresentar algo disruptivo ou antecipar tendências. Sua força reside em recriar sonoridades que já provaram seu valor no passado.
Essa constante referência a estilos nostálgicos pode ser vista de duas formas. Para alguns, pode soar repetitivo e cansativo. No entanto, para uma parcela significativa do público, essa abordagem é reconfortante. Bruno Mars entrega um “arroz com feijão gourmet” muito bem executado, e muitas pessoas preferem consumir aquilo que já conhecem e confiam.
“The Romantic” chega às plataformas em 27 de outubro
O novo álbum, “The Romantic”, promete continuar essa linha, agradando aos fãs que buscam essa viagem ao passado musical. A expectativa é alta para ver como Bruno Mars irá, mais uma vez, conquistar o público com sua assinatura sonora única. O lançamento oficial está marcado para o dia 27 de outubro, quando os fãs poderão mergulhar nas novas (e familiares) melodias do artista.