Regulamento do Carnaval 2026: O que pode e o que não pode na bateria da Sapucaí?
A contagem regressiva para os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí em 2026 já começou. Com a proximidade do carnaval, a criatividade das agremiações para conquistar a nota máxima na Quarta-feira de Cinzas é grande. Mestres de bateria buscam inovar com bossas, paradinhas e, em alguns casos, a introdução de instrumentos musicais menos convencionais.
A série ‘Vale isso?’, do GLOBO, que analisa o regulamento do carnaval, traz à tona a questão do uso de instrumentos musicais. A homenageada da Mocidade Independente de Padre Miguel, Rita Lee, pode ter seu samba embalado pelo som de guitarra, um elemento que levanta discussões sobre as regras vigentes.
Outras escolas, como Paraíso do Tuiuti e Salgueiro, também exploram sonoridades distintas. Enquanto o Salgueiro pretende desfilar com um violino para um tom erudito, o Paraíso do Tuiuti levará tambores para a Avenida em sua apresentação sobre a religião Ifá cubano. Conforme informação divulgada pelo GLOBO, nenhum desses instrumentos é vetado pelo regulamento, que prevê outras restrições importantes.
Instrumentos permitidos e restrições na elite do samba
No Grupo Especial e na Série Ouro, a regra geral é clara: **instrumentos musicais de sopro são proibidos**, assim como qualquer outro artifício que emita sons similares. A única exceção são os apitos utilizados pelos diretores de bateria. Essa restrição visa manter a identidade sonora tradicional do samba e evitar a poluição sonora.
Na elite do carnaval, o regulamento vai além e proíbe **qualquer tipo de merchandising**, seja implícito ou explícito, nos instrumentos permitidos. A única exceção são as marcas de seus respectivos fabricantes, garantindo a integridade visual do desfile.
Série Ouro: regras específicas e efeitos eletrônicos
Já na Série Ouro, a segunda divisão do carnaval carioca, o regulamento traz uma proibição adicional. É vetada a utilização de **efeitos especiais eletrônicos que reproduzam sons de instrumentos de sopro**. Contudo, existem exceções para situações especiais que sejam previamente protocoladas e autorizadas pela LigaRJ, organizadora da competição.
Tamanho das baterias e a força do ritmo
Para além das restrições de instrumentos, o regulamento do Grupo Especial exige que cada escola desfile com, no mínimo, **200 ritmistas agrupados na bateria**. Na Série Ouro, esse número mínimo é de 180 ritmistas. A força e a coesão da bateria são fundamentais para o sucesso de qualquer agremiação na Sapucaí.