Disputa acirrada entre o espólio de Michael Jackson e sua filha Paris Jackson sobre a cinebiografia “Michael” chega a novos capítulos com alegações de má gestão e custos elevados.
A controvérsia que envolve a gestão do bilionário espólio de Michael Jackson e as decisões sobre a cinebiografia “Michael” ganhou força com a iminência de uma audiência judicial. Paris Jackson, filha do Rei do Pop, e os administradores do patrimônio de seu pai trocaram farpas em documentos legais, revelando um conflito que se estende para além das finanças, abrangendo a produção do aguardado filme.
As alegações apresentadas pela equipe de Paris Jackson apontam o coadministrador do espólio, John Branca, como principal alvo de críticas. Segundo os advogados da artista, Branca teria agido de forma equivocada em seu papel como produtor da cinebiografia, gerando custos desnecessários, incluindo refilmagens que teriam custado “dezenas de milhões de dólares”.
A polêmica também envolve um acordo firmado em 1994 com a família de Jordan Chandler, que, segundo as informações, teria imposto restrições à abordagem de certos aspectos da vida de Michael Jackson no filme. A revelação desse acordo teria forçado alterações significativas na produção, contribuindo para o adiamento da estreia, que agora está prevista para abril. Conforme informações divulgadas pelo Deadline, a disputa judicial se intensifica.
Espólio rebate críticas e defende a gestão de John Branca
Em sua defesa, os administradores do espólio de Michael Jackson rejeitaram veementemente as críticas feitas pela equipe de Paris. Em documento protocolado no dia 20 de março, os advogados do espólio classificaram as alegações da filha do cantor como uma “completa falta de compreensão sobre como funciona a indústria cinematográfica e o papel dos produtores”.
Os executores do espólio se apresentaram como os “adultos” responsáveis pela gestão, afirmando que têm sido “meticulosos e conscientes” em suas decisões. Alegam que nenhuma despesa do espólio foi considerada irregular durante os 16 anos de administração e acusam a equipe de Paris de apresentar “objeções falsas e frívolas”.
Paris Jackson contesta valores e critica investimentos do espólio
A equipe de Paris Jackson, por sua vez, rebateu as declarações do espólio, classificando como “totalmente falso” e não comprovado o valor de aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios que, segundo os administradores, a herdeira já teria recebido. A artista também expressou críticas à forma como o espólio tem sido administrado, especialmente no setor de entretenimento.
As alegações indicam que os executores parecem ter se envolvido em “projetos altamente especulativos e arriscados, apesar da aparente falta de experiência”. Essa crítica surge em meio a uma série de projetos desenvolvidos pelo espólio desde a morte de Michael Jackson em 2009, mesmo sem experiência direta com longas-metragens, um ponto levantado pela defesa de Paris.
Cinebiografia “Michael” tem estreia marcada e aposta em sucesso comercial
Apesar das divergências internas, o espólio de Michael Jackson demonstra confiança no desempenho comercial da cinebiografia “Michael”. A produção, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho do Rei do Pop, tem a estreia marcada para 23 de abril nos cinemas brasileiros. O filme promete retratar os principais momentos da vida pessoal e da carreira do icônico artista.
O espólio ressalta que seus administradores já produziram diversos projetos envolvendo o legado de Michael Jackson. A expectativa é que o filme seja “muito lucrativo”, segundo declarações dos representantes, que se dizem “extremamente satisfeitos” com o resultado final da produção cinematográfica.