Ex-guitarrista do Iron Maiden, Dennis Stratton, critica discos recentes da banda: ‘um pouco sem graça e monótonos’

Dennis Stratton, membro fundador do Iron Maiden, desabafa sobre as fases mais recentes da banda

Mesmo tendo feito parte da história de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo, o guitarrista Dennis Stratton não hesita em compartilhar sua opinião sincera sobre o material que o Iron Maiden lançou após sua saída, em 1980. Em declarações recentes, o músico revelou que sua conexão com a música da banda é mais forte com os clássicos mais diretos do início de carreira.

As composições mais complexas e extensas das últimas décadas, segundo Stratton, não o atraem. Ele aponta o álbum Seventh Son of a Seventh Son, de 1988, como um ponto de virada em seu gosto musical. O guitarrista admitiu não ser fã da faixa-título, considerando-a exagerada e com muitas notas que não lhe agradam.

Em entrevista ao podcast Slowhands Rock Talk Show, o músico comentou o setlist da atual turnê Run for Your Lives. Ele expressou sua preferência por músicas mais curtas e diretas, comparando a dinâmica de “Rime of the Ancient Mariner” com a faixa “Seventh Son of a Seventh Son”. Conforme transcrito pelo site Ultimate Guitar, Stratton declarou: “Não sou muito fã da música ‘Seventh Son of a Seventh Son’ porque acho que ele se desvia um pouco.”

Críticas aos álbuns mais recentes

Stratton também direcionou críticas a trabalhos mais recentes, como The Final Frontier (2010) e The Book of Souls (2015). Ele descreveu esses álbuns como “um pouco sem graça” e “monótonos”, argumentando que a qualidade das composições sofreu uma queda em comparação com o material criado no auge inicial da banda. O músico acredita que a banda poderia ter incluído mais faixas no estilo dos dois primeiros álbuns em detrimento de composições mais longas.

Stratton ainda é fã e frequenta shows do Iron Maiden

Apesar das críticas aos discos de estúdio, Dennis Stratton demonstra que ainda é um fã da banda e acompanha seus shows. Recentemente, em 2025, ele esteve presente em apresentações na Finlândia e na Inglaterra. Nessas ocasiões, Stratton elogiou a qualidade sonora e a performance vocal de Bruce Dickinson, afirmando ter sido o melhor som que já ouviu em um concerto do grupo.

No entanto, o guitarrista notou uma clara diferença na reação do público, como relatado pelo site Igor Miranda. “No exato minuto em que eles tocam coisas como a música ‘Iron Maiden’, ou qualquer coisa dos dois primeiros álbuns deles, a plateia simplesmente se anima”, observou.

Amizade e desejos futuros

Mesmo com as divergências musicais em relação aos álbuns mais recentes, Stratton mantém uma relação de amizade com seus antigos colegas de banda. Ele não esconde que abrir ou tocar uma última vez com o Iron Maiden ainda faz parte de sua “lista de desejos” antes de se aposentar dos palcos.

A paixão pelo Iron Maiden transcende as gerações e os gostos musicais. A Rolling Stone Brasil, por exemplo, lançou uma edição especial de colecionador dedicada à banda, abordando seus maiores álbuns, shows no Brasil, o poder do merchandising e até mesmo uma visita ao avião da banda.

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Sidney Pereira

Jornalista e músico de São Paulo, apaixonado por desvendar cifras e compartilhar seu conhecimento. Graduado em Jornalismo pela UNIFESP, combina sua habilidade na escrita com sua paixão por violão e piano, proporcionando conteúdo acessível e inspirador para músicos de todos os níveis em seu blog dedicado às artes musicais.
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