Guito, o artista multifacetado, abre o jogo sobre suas raízes no campo e a carreira de sucesso no agronegócio e na atuação.
O Brasil tem se encantado com o talento de Guito, seja em suas atuações marcantes em novelas como Pantanal e Coração Acelerado, seja por sua voz que embala multidões. No entanto, por trás das câmeras e dos palcos, o artista carrega uma história sólida e uma paixão profunda pelo agronegócio, um universo que moldou sua trajetória desde a infância.
Formado em agronomia e com mais de uma década de experiência no setor, Guito demonstra uma versatilidade impressionante. Ele não apenas atua, mas também gerencia negócios, com passagens pelo mercado financeiro e projetos inovadores na indústria alimentícia. Essa dualidade entre o campo e a arte é o que o torna uma figura tão singular no cenário brasileiro.
Em uma conversa exclusiva, Guito compartilhou detalhes sobre como essa paixão pelas artes e pelo agronegócio floresceu, a importância de eventos culturais e como ele equilibra suas diversas facetas profissionais. Conforme divulgado pelo gshow, o artista relembra sua infância e a influência familiar em sua formação.
A infância na roça e a formação em agronomia
Guito revela que suas raízes no campo são profundas, tendo crescido frequentando a propriedade de seu avô, que funcionava como uma mini agroindústria. “Praticamente cresci na roça, e todos os finais de semana eu estava lá”, conta o artista. Ele descreve um sistema bem verticalizado, onde processavam leite, produziam queijos, linguiças, carne, frango e peixe. Essa vivência familiar, com pais e tios agrônomos, o inspirou a seguir o mesmo caminho, formando-se pela Universidade Federal de Lavras (UFLA).
A transição para a atuação e a música
Apesar da forte ligação com o agronegócio, o sonho de Guito sempre foi contar histórias. Ele enxerga a atuação e a música como formas poderosas de realizar esse desejo. “Eu sempre sonhei em contar histórias, viver das minhas histórias, e eu acho que atuar é uma forma linda de contar histórias, assim como as minhas canções, as minhas músicas”, explica. Ele cita Almir Sater e a série “Yellowstone” como exemplos de artistas que transitam bem entre a música e a atuação, criando uma conexão ainda maior com o público.
Conciliando agronegócio, atuação e música
Gerenciar múltiplas carreiras exige organização e uma boa equipe. Guito afirma que o segredo para conciliar seus papéis de empresário e artista é ter pessoas de confiança na empresa, permitindo que o negócio funcione de forma autônoma. “A empresa tem que rodar por si só. Nenhuma empresa pode ser dependente de uma única pessoa”, ressalta. Atualmente, seu foco na empresa é mais estratégico, atuando no conselho, o que facilita a dedicação à música e à atuação.
A música é descrita por Guito como sua “grande paixão”. Ele descreve a energia dos palcos e a proximidade com o público como algo “viciante”. Com uma banda orgânica, a conexão com as pessoas se torna ainda mais intensa. “É essa conexão ainda maior, então, que é o grande objetivo mesmo”, diz ele. A estrada, as bagagens e a escuta atenta ao público são fontes de inspiração que ele leva para suas atuações nas telas, buscando, através da música, tornar a vida das pessoas “um pouco melhor, mais leve”.
O papel do campo na cultura brasileira
Guito destaca a importância de projetos como o Circuito Sertanejo e novelas como Coração Acelerado em levar a cultura do campo para o grande público. Sua forte ligação com o sertanejo de raiz, herdada de sua infância e das tradições familiares, o motiva a preservar e divulgar essa herança cultural. “Eu vejo como extrema importância o Circuito Sertanejo e as novelas, como Coração Acelerado”, afirma.
Ele ressalta a necessidade de manter viva a história oral e as cantigas transmitidas de geração em geração. “A minha relação é forte. Eu cresci com meus avós, escutando rádio, as músicas antigas. A gente tem ainda muito até hoje essa música passada de boca a boca”, explica. Guito busca constantemente tornar essa conexão com as raízes “ainda mais forte”, garantindo que a busca pela “verdade profunda do Brasil” seja genuína.
O artista também comenta sobre o conflito entre o novo e o clássico, vendo-o como um processo natural de evolução. “É bom que tenha novidade, é bom que sempre tenha algo novo, porque a gente absorve o que é bom, mas também tem que eliminar o que não dá certo”, pondera. Ele se posiciona nessa “vanguarda e disputa sempre”, com o objetivo final de buscar essa conexão com o público, que, em última instância, “são eles quem têm a palavra final”.