Ministério Público de São Paulo solicita prisão preventiva do rapper Oruam, citado em investigações de crimes graves.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. A solicitação, apresentada pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, foi divulgada nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, e formalizada no dia 5 de maio.
Oruam já é réu por disparo de arma de fogo e está sob investigação por tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro. Além disso, o artista é investigado por crimes de lavagem de dinheiro e por suposto envolvimento com o Comando Vermelho.
“[O rapper Oruam] Encontra-se foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório”, justifica o MP-SP em seu pedido de prisão. A alegação de que o artista está foragido é um dos pontos centrais para a solicitação da medida extrema.
Disparo em festa e investigações no Rio de Janeiro
Segundo o MP-SP, em 16 de dezembro de 2024, durante uma festa na cidade de Igaratá, em São Paulo, Oruam teria efetuado um disparo de espingarda em público. A ação, que ocorreu na presença de diversas pessoas, foi filmada e posteriormente divulgada em redes sociais, o que contribuiu para a investigação.
Além do episódio em São Paulo, Oruam já foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. As acusações no estado fluminense incluem crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, evidenciando um padrão de conduta que preocupa as autoridades.
Lavagem de dinheiro e conexão com o Comando Vermelho
As investigações apontam que Oruam seria um beneficiário direto de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. De acordo com o Ministério Público, o rapper recebia valores ilícitos e utilizava sua carreira musical como fachada para dissimular a origem do dinheiro obtido por meio das atividades criminosas da organização.
A forma como o dinheiro era supostamente repassado e a utilização da fama para ocultar a prática criminosa são pontos cruciais na investigação. O MP-SP busca, com a prisão preventiva, garantir que Oruam não interfira nas investigações e que a Justiça possa prosseguir com os trâmites legais.
As informações foram originalmente publicadas pela Agência Brasil e adaptadas para o padrão do Poder360, com conteúdo livre para republicação mediante citação da fonte. A atuação do rapper Oruam em episódios criminais e sua conexão com organizações criminosas continuam sob escrutínio das autoridades.