Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos, deixando um legado de superação e vitórias. Em entrevistas à Jovem Pan, o ex-jogador compartilhou sua visão otimista sobre a vida e sua batalha contra o câncer.
A notícia da partida de Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e mundial, na última sexta-feira (17), aos 68 anos, comoveu o país. Conhecido carinhosamente como “Mão Santa”, Oscar lutou bravamente contra dois tumores cerebrais, demonstrando uma força e resiliência admiráveis.
Em diversas ocasiões, o ex-atleta concedeu entrevistas à Jovem Pan, onde compartilhou não apenas suas conquistas esportivas, mas também sua perspectiva única sobre os desafios da vida, especialmente sua luta contra a doença. Sua positividade e o amor pela vida eram contagiantes.
Através de suas palavras, Oscar Schmidt inspirou milhões, provando que é possível encarar as adversidades com um sorriso no rosto e a certeza de que cada momento vivido valeu a pena. Conforme informações divulgadas, sua trajetória de vida foi marcada por essa filosofia.
O “Mão Santa” e a luta contra o câncer: “Minha vida foi linda”
Em uma de suas marcantes declarações à Jovem Pan em 2015, Oscar Schmidt expressou sua satisfação com a vida, mesmo diante da descoberta de um novo tumor. “Minha vida foi linda, não trocaria por nenhuma outra, adorei o que aconteceu na minha vida. Esse tumorzinho pegou o cara errado, pega outro que aqui você não tem chances”, afirmou com seu característico bom humor.
Em 2013, ele já demonstrava essa mesma serenidade ao falar sobre a doença. “Se você não me lembrasse, eu não tinha nem pensado. Por que ficar triste? O negócio estava aqui, fui escolhido para ter. Vamos tratar, não vamos dar chance para o homem lá em cima”, disse Oscar Schmidt à emissora.
Descoberta da doença e o Hall da Fama
Oscar Schmidt relembrou em entrevista à Jovem Pan em 2022 a descoberta do primeiro tumor cerebral. Ele estava nos Estados Unidos quando desmaiou em um spa, sendo levado às pressas para o hospital. Após uma tomografia, foi revelado um nódulo de 8 cm.
Apesar das batalhas de saúde, sua carreira no basquete foi repleta de glórias. O jogador também compartilhou a emoção de ser incluído no Hall da Fama do basquete nos EUA. “Uma vez estava em Orlando e me ligaram dizendo que eu tinha entrado no Hall da Fama, naquele que não se sabe quem vota, uma coisa incrível. Só é possível entrar cinco anos depois que você parou de jogar, a maior premiação que existe no basquete”, relembrou Oscar.
O arremesso de 1988 e a reflexão sobre falhas
Um momento que marcou a carreira de Oscar Schmidt, e que ele confessou pensar “todo santo dia”, foi o arremesso decisivo que errou em um jogo contra a União Soviética nas Olimpíadas de 1988. “A gente podia ter sido campeão olímpico, eu tinha a bola para ganhar o jogo, e errei o arremesso”, explicou.
O “Mão Santa” também refletiu sobre a tendência humana de focar nas falhas em vez das conquistas. “Nós tínhamos condições de sermos campeões olímpicos, mudamos de nível com a vitória no Pan-Americano. Mas é sempre assim, você pensa nas desgraças, não no sucesso”, finalizou o ídolo em suas entrevistas à Jovem Pan.