Dez anos se passaram desde que Rihanna lançou “ANTI”, seu último álbum de estúdio, um marco na carreira da artista.
Considerada um ícone global da música pop e R&B, a cantora de Barbados completa uma década sem apresentar um novo disco. Nesse período, Rihanna redirecionou suas prioridades, expandiu seus projetos empresariais e dedicou-se mais à vida familiar.
Lançado em 28 de janeiro de 2016, “ANTI” trouxe sucessos como “Work” (com Drake), “Needed Me”, “Love on the Brain” e “Kiss It Better”. O álbum foi aclamado pela crítica e pelo público, estreando no topo da Billboard 200 e quebrando recordes históricos.
Conforme informação divulgada pela fonte, “ANTI” se tornou o primeiro álbum de uma artista negra a passar 500 semanas nos charts da Billboard. Ele também figura entre os álbuns femininos com mais tempo na parada, atrás apenas de “21” de Adele, “Born to Die” de Lana Del Rey e “1989” de Taylor Swift.
A Virada Artística de “ANTI” e a Quebra de Paradigmas
Com 16 faixas, o último álbum de Rihanna marcou uma ruptura drástica, tanto sonora quanto estética. Diferente de seus trabalhos anteriores, focados em fórmulas comerciais para criar hits, “ANTI” surgiu com o propósito de estabelecer a identidade artística da cantora.
Antes de “ANTI”, Rihanna dominou as paradas mundiais, consolidando-se como a artista com o maior número de canções no topo da Billboard Hot 100 nos anos 2010. Com nove singles em primeiro lugar entre 2010 e 2016, sua soberania em gêneros como EDM, Synth-pop e Dance-pop a sagrou como uma das maiores forças comerciais da indústria.
Para o então novo trabalho, Rihanna optou por abandonar as batidas genéricas e focar no protagonismo vocal. Essa escolha permitiu que sua voz aparecesse de forma mais “crua”, sem competir com sintetizadores. A seleção das faixas seguiu um conceito voltado para a coesão artística, explorando estilos como Soul psicodélico, R&B alternativo e Dancehall minimalista.
O Legado de “ANTI” e a Saudade dos Fãs
Com o tempo, “ANTI” ganhou o status de “obra-prima” entre fãs e crítica. Em entrevista à revista Harper’s Bazaar, em fevereiro de 2025, a própria Rihanna o descreveu como o único álbum de sua carreira que consegue ouvir do início ao fim sem sentir vergonha.
O álbum segue soando atual para os fãs. Mesmo uma década depois, os números expressivos e os recordes acumulados funcionam como um consolo diante do hiato musical. Nas redes sociais, a base de fãs revive o disco e manifesta a saudade da “Rihanna artista” que entregava lançamentos e performances.
Rihanna Pós-“ANTI”: Empreendedorismo e Maternidade em Foco
Nos últimos anos, Rihanna deixou os projetos musicais de lado para focar em seus empreendimentos. Ela lançou as bem-sucedidas marcas de cosméticos Fenty Beauty e de lingerie Savage x Fenty, além de linhas de cuidados com a pele e fragrâncias.
A cantora fez apenas lançamentos pontuais de singles, como “Lift Me Up” para a trilha sonora de “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” em 2022, e “Friend Of Mine” em 2025 para a animação “Smurfs”.
Paralelamente ao sucesso corporativo, a vida pessoal da cantora assumiu o protagonismo. Mãe de RZA, de 3 anos, Riot, de 2 anos, e Rocki, de quatro meses, frutos do relacionamento com o rapper A$AP Rocky, Rihanna tem a maternidade como foco principal.
Atualmente, ela reitera que qualquer retorno à música será, acima de tudo, uma decisão artística e não uma obrigação comercial, sinalizando que novos projetos musicais dependerão de sua inspiração e momento.