Sertanejo Domina: Henrique & Juliano no Maracanã e “Tubarões” de Diego & Victor Hugo lideram rádios em 2025, provando força do gênero que se reinventa

A força inabalável do sertanejo: shows históricos e liderança nas rádios reafirmam o domínio do gênero

O ano de 2026 mal começou e a música sertaneja já dá sinais de sua força contínua no cenário musical brasileiro. A confirmação vem com um evento grandioso no Rio de Janeiro, onde a dupla Henrique e Juliano se apresentará no icônico Maracanã para um público de 60 mil pessoas. Os ingressos para o show, que teve venda iniciada em setembro, esgotaram em pouco mais de 24 horas, demonstrando a enorme demanda e o poder de atração dos artistas.

Esse sucesso não é um fato isolado. A música mais tocada nas rádios ao longo de 2025 foi “Tubarões”, um hit da dupla sertaneja Diego e Victor Hugo. Este feito reforça a relevância do gênero, mesmo em um mercado fonográfico cada vez mais diversificado.

A combinação do show esgotado no Maracanã e a liderança nas rádios, um veículo que ainda detém considerável influência em muitas regiões do Brasil, sublinha o vigor nacional da música sertaneja. Conforme informação divulgada em fontes jornalísticas, essa força se renova anualmente com o surgimento de novos talentos e a notável capacidade do gênero de se adaptar às exigências do mercado e às tendências sonoras.

A evolução sonora do sertanejo ao longo das décadas

A música sertaneja possui uma longa trajetória de transformações desde sua abertura mercadológica em 1929, iniciada pelo escritor Cornélio Pires. Se antigamente duplas como Chitãozinho & Xororó representavam a modernidade com um som mais urbano nos anos 1970, em contraste com o estilo caipira de Tonico & Tinoco, hoje eles mesmos simbolizam a tradição.

O gênero caminha lado a lado com ritmos latinos, como a bachata, e estabelece conexões com outros gêneros do mainstream, como o forró e o funk. Essa fusão de estilos é uma das chaves para sua longevidade e popularidade.

Padronização e a fidelidade do público sertanejo

Para se manter relevante e competitivo no mercado do século XXI, a música sertaneja passou a seguir padrões mais definidos, especialmente após o surgimento do subgênero sertanejo universitário em 2005. Atualmente, identificar uma assinatura musical única em cada dupla tem se tornado um desafio, com até mesmo as capas de álbuns apresentando semelhanças.

Apesar dessa padronização que impulsiona a massificação, o público demonstra uma fidelidade impressionante, consumindo a música sertaneja com grande avidez. Essa adesão popular é o principal motor que mantém o gênero vivo e pulsante na preferência nacional.

O futuro promissor de um gênero centenário

O universo sertanejo, que completará seu primeiro centenário em breve, demonstra sinais vitais de saúde mercadológica. Embora ainda predominantemente masculino, o gênero tem visto a ascensão de vozes femininas importantes, como Ana Castela e Simone Mendes, enriquecendo ainda mais seu espectro.

Do ponto de vista estritamente empresarial, o sertanejo se mostra resiliente e adaptável, garantindo sua permanência e crescimento no mercado musical brasileiro, consolidando-se como um dos pilares da cultura popular.

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Sidney Pereira

Jornalista e músico de São Paulo, apaixonado por desvendar cifras e compartilhar seu conhecimento. Graduado em Jornalismo pela UNIFESP, combina sua habilidade na escrita com sua paixão por violão e piano, proporcionando conteúdo acessível e inspirador para músicos de todos os níveis em seu blog dedicado às artes musicais.
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