Música com IA de Luísa Sonza e Dilsinho sai do Spotify após equipe de Taylor Swift agir
Uma versão da música “The Fate of Ophelia”, inspirada na personagem de Shakespeare e recriada com vozes de Luísa Sonza e Dilsinho através de inteligência artificial, foi removida do Spotify. A ação partiu da equipe da cantora americana Taylor Swift, cujos direitos autorais foram, aparentemente, utilizados sem permissão na criação da faixa.
A canção, que havia alcançado a posição #47 entre as mais tocadas no Brasil na plataforma de streaming, já havia sido alvo de remoção no YouTube anteriormente. A retirada do Spotify intensifica o debate sobre o uso de inteligência artificial na produção musical e a proteção dos direitos autorais de artistas.
Luísa Sonza chegou a compartilhar em suas redes sociais, como no TikTok, uma dublagem da versão em questão, o que gerou comentários positivos de fãs, com alguns até afirmando que a adaptação seria “melhor que a original”. No entanto, a repercussão negativa e a ação legal da equipe de Swift parecem ter encerrado as possibilidades de divulgação oficial da música.
Questões de direitos autorais e o futuro de versões com IA
A criação de versões musicais utilizando inteligência artificial levanta complexas questões legais. No caso da “Sina de Ofélia”, a utilização das vozes de Luísa Sonza e Dilsinho, sem autorização explícita, configura uma violação de direitos de imagem e de propriedade intelectual. A equipe de Taylor Swift, ao agir rapidamente, demonstra a seriedade com que a indústria musical está encarando o uso indevido de suas obras.
Negociação de direitos: um caminho improvável
Para que uma versão oficial da música com as vozes de artistas brasileiros pudesse ser lançada legalmente, seria indispensável uma negociação direta com Taylor Swift e seus representantes. Dada a proporção da polêmica e a forma como a música foi publicada e divulgada em plataformas digitais sem a devida autorização, as chances de um acordo para uma versão “oficial” parecem ser remotas. A proteção dos direitos autorais é um pilar fundamental para a indústria, e ações como essa servem de alerta.
O impacto da inteligência artificial na música
A inteligência artificial tem aberto novas fronteiras na criação artística, permitindo a experimentação e a produção de conteúdos inovadores. No entanto, o caso da “Sina de Ofélia” evidencia a necessidade de um debate mais aprofundado sobre os limites éticos e legais do uso dessas tecnologias. A facilidade com que vozes e estilos musicais podem ser replicados exige atenção redobrada para evitar conflitos de direitos autorais e garantir a justa remuneração dos criadores originais.
O que dizem Luísa Sonza e Dilsinho
Até o momento, nem Luísa Sonza nem Dilsinho se manifestaram publicamente sobre a remoção da música das plataformas digitais ou sobre a possibilidade de buscarem uma regularização dos direitos autorais. A expectativa é que, diante do ocorrido, os artistas e suas equipes redobrem a cautela em relação a projetos que envolvam o uso de inteligência artificial para recriar obras protegidas por direitos autorais.