Baixista Guy Pratt Revela Segredo de 50 Anos: O Som do Relógio em “Time” do Pink Floyd Era o Baixo!

O som que marcou uma geração em “Time”, do Pink Floyd, guardava um segredo surpreendente há mais de cinco décadas.

O baixista Guy Pratt, que colaborou com a lendária banda em fases posteriores, revelou em uma recente entrevista como o característico som de relógio da música foi, na verdade, criado com o seu instrumento.

A revelação, feita ao apresentador Scott Devine, pegou muitos de surpresa, incluindo o próprio entrevistador, que não imaginava a origem peculiar do efeito sonoro.

Pratt demonstrou o processo, explicando que Roger Waters, líder da banda, possuía uma genialidade em criar sons inovadores com instrumentos, muitas vezes de formas não convencionais.

A genialidade por trás do “tique-taque” em “Time”

Guy Pratt explicou que o som do relógio em “Time”, canção presente no aclamado álbum “The Dark Side of the Moon” de 1973, era, na verdade, o seu baixo. Ele teve que executar a técnica em sincronia com um grande relógio giratório projetado para a performance.

“É por isso que Roger [Waters] era genial, por criar coisas que um baixista não faria usando o instrumento, não necessariamente de uma forma técnica. É como o tique-taque do relógio em ‘Time'”, afirmou Pratt.

Scott Devine, visivelmente espantado com a informação, reagiu: “Não acredito! O tique-taque do relógio em ‘Time’ era… isso é o baixo?”

Pratt confirma e detalha a performance em “Time”

Pratt confirmou a informação, detalhando a dificuldade da execução. “É isso mesmo. E eu tive que fazer isso com o Pink Floyd. Tive que fazer em sincronia com esse desenho gigante de um relógio girando. E você tem que estar em sincronia com o relógio. Se você ouvir, é isso que a versão original é”, disse o baixista.

Devine, impressionado com a revelação, comentou: “Você está me impressionando demais.” A informação adiciona uma nova camada de admiração à complexidade e inovação sonora do Pink Floyd.

Guy Pratt e sua contribuição para o Pink Floyd

É importante notar que Guy Pratt não fez parte da formação original ou clássica do Pink Floyd. Ele ingressou na banda como um músico de apoio, especialmente após a saída de Roger Waters.

Sua colaboração foi fundamental em álbuns como “A Momentary Lapse of Reason” (1987) e “The Division Bell” (1994), além de gravações ao vivo como “Pulse” (1995). Ele também participou de projetos solo de David Gilmour.

A revelação sobre o som do relógio em “Time” demonstra a criatividade e a capacidade de experimentação que sempre caracterizaram o Pink Floyd, mesmo em suas fases mais recentes.

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Sidney Pereira

Jornalista e músico de São Paulo, apaixonado por desvendar cifras e compartilhar seu conhecimento. Graduado em Jornalismo pela UNIFESP, combina sua habilidade na escrita com sua paixão por violão e piano, proporcionando conteúdo acessível e inspirador para músicos de todos os níveis em seu blog dedicado às artes musicais.
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